Ao pesquisar sobre paises com saude publica gratuita, muitos viajantes querem saber se podem receber atendimento médico sem custos no exterior.
A dúvida é comum, principalmente entre brasileiros acostumados com o SUS.
De fato, alguns países, como Portugal, Reino Unido e Canadá, possuem sistemas públicos financiados pelo governo, mas isso não significa que turistas tenham direito.
Descubra neste guia quais países oferecem saúde pública, como ela funciona, o que é acessível para turistas, o que fica de fora e por que o seguro viagem ainda é indispensável nesses destinos.
O que você vai conferir
TogglePaíses com saúsde pública gratuita e como funciona para estrangeiros
Diversos países mantêm sistemas públicos de saúde financiados por impostos. Em geral, o atendimento é garantido para cidadãos e residentes legais, não para visitantes temporários.
Confira os principais exemplos.
Canadá
O Canadá possui um sistema universal chamado Medicare, financiado por impostos e administrado por cada província.
O atendimento costuma ocorrer em hospitais e clínicas privadas, mas o custo é pago pelo governo para quem tem direito.
Cada província define regras próprias de elegibilidade. O sistema cobre consultas, hospitalização e procedimentos básicos, mas nem sempre inclui medicamentos, odontologia ou ambulância.
Turistas normalmente não têm acesso gratuito. Sem seguro viagem, o atendimento pode ser cobrado integralmente.
Reino Unido
O sistema público de saúde britânico, conhecido como NHS, foi criado em 1948 e é financiado por impostos.
Os moradores têm acesso abrangente aos serviços de saúde, embora possam haver cobranças para medicamentos ou tratamentos odontológicos.
Visitantes têm acesso a atendimento de emergência sem custo imediato, porém os tratamentos posteriores costumam ser cobrados.
Além disso, hospitalizações, exames e consultas que não se enquadrem como urgências podem acarretar despesas consideráveis.
Por isso, mesmo em países com sistemas de saúde pública, viajantes podem enfrentar custos elevados com assistência médica.
Austrália
A Austrália é mais um dos países com saúde pública gratuita, integral ou parcial, para os residentes. O financiamento é garantido por meio de impostos e contribuições obrigatórias.
O programa abrange consultas médicas, internações hospitalares e determinados tratamentos, embora nem todos os serviços estejam incluídos.
Há uma tabela oficial de valores, e o governo realiza reembolsos até um limite previamente estabelecido.
Já os turistas, em geral, não têm acesso automático a essa cobertura, exceto em situações previstas por acordos internacionais específicos.
França
A França conta com um dos sistemas de saúde pública mais bem avaliados da Europa. O financiamento é garantido pelo governo em conjunto com contribuições obrigatórias dos trabalhadores.
Muitos médicos atuam no setor privado, mas recebem subsídios do Estado para atender pacientes vinculados ao sistema público.
Em geral, o país reembolsa entre 70% e 80% dos custos, dependendo do tipo de procedimento realizado.
Já os estrangeiros que não possuem registro no sistema podem precisar arcar integralmente com as despesas médicas.
Espanha
A Espanha é um dos países com saúde pública gratuita, possuindo um sistema universal financiado por impostos e administrado pelas comunidades autônomas.
O atendimento básico geralmente é gratuito para residentes, incluindo consultas médicas, exames e tratamentos essenciais.
Visitantes podem receber atendimento de urgência, mas tratamentos completos e os medicamentos necessários podem ter custos.
Para turistas, é altamente recomendável ter um seguro de saúde que cubra possíveis despesas médicas durante a estadia no país.
Portugal
O Serviço Nacional de Saúde de Portugal garante atendimento universal, embora não seja totalmente isento de custos.
Algumas consultas e exames estão sujeitos ao pagamento de taxas moderadoras, cujo valor varia de acordo com o tipo de serviço prestado.
Enquanto os residentes têm acesso amplo ao sistema, turistas podem arcar com despesas adicionais, exceto em situações regidas por acordos internacionais, como o CDAM, que será explicado a seguir.
CDAM: países com saúde pública gratuita para brasileiros

O Brasil firmou alguns acordos internacionais e, por isso, há países com saúde pública gratuita para brasileiros.
O documento necessário para garantir atendimento é o Certificado de Direito à Assistência Médica, conhecido como CDAM.
Com ele, brasileiros podem usar o sistema público de:
- Portugal
- Itália
- Cabo Verde
O certificado garante assistência nas mesmas condições dos cidadãos locais. Se o procedimento for pago para o residente, também será pago para o brasileiro.
É importante destacar que o CDAM possui limitações e não cobre tudo.
Ele não inclui:
- transporte médico;
- traslado de corpo;
- repatriação;
- atendimento particular;
- reembolso de despesas.
Por isso, mesmo com o certificado, o seguro viagem continua altamente recomendado.
O que a saúde pública gratuita cobre e o que não cobre
Embora o sistema público de saúde ofereça suporte para muitas pessoas, sua cobertura não é integral. Cada país estabelece seus próprios critérios, limitações e os serviços que serão contemplados.
Geralmente, os atendimentos de urgência, emergências e internações essenciais estão incluídos.
Por outro lado, diversos serviços ficam de fora, como consultas eletivas, medicamentos que não constam na lista oficial, transporte médico especializado e repatriação.
Esse ponto é essencial para quem está viajando, já que o sistema público de saúde foi projetado principalmente para atender os residentes, e não os visitantes.
Dicas para turistas em países com saúde pública gratuita
Antes de viajar para países com saúde pública gratuita, é importante verificar regras específicas.
Confira o que considerar:
- Alguns países exigem registro prévio para usar o sistema.
- Turistas podem pagar pelo atendimento mesmo em hospitais públicos.
- Idade, tipo de visto e tempo de permanência podem influenciar.
- Em muitos casos, apenas urgências são atendidas gratuitamente.
- O atendimento pode exigir pagamento antecipado.
Além disso, clínicas privadas são comuns nesses países, e o custo pode ser alto.
Por que o seguro viagem é importante mesmo em países com saúde pública

O seguro viagem não substitui o sistema público, mas complementa a proteção durante a viagem.
Além disso, possibilita atendimento mais rápido e em rede privada, dependendo do plano contratado.
Mesmo quando não é obrigatório, a contratação reduz riscos financeiros durante a viagem. Em caso de imprevistos, você terá proteção pela apólice contratada.
Conclusão
Diversos países, como Canadá, Reino Unido, Austrália, França, Portugal e Espanha, oferecem sistemas de saúde pública gratuitos.
Porém, esses serviços são destinados principalmente a cidadãos e residentes, não garantindo atendimento sem custos para turistas.
Em algumas situações, é possível acessar a rede pública, como acontece com o CDAM, mas a cobertura geralmente é restrita.
Por isso, ao planejar seu próximo destino, é essencial contratar o melhor seguro de viagem que caiba no seu orçamento.
Deixe o Assistente de Viagem te ajudar com uma cotação prática e gratuita.
Perguntas frequentes
Turista pode usar saúde pública em outros países?
Depende do país. Na maioria dos casos, apenas residentes têm direito completo. Turistas podem pagar pelo atendimento.
Quais países têm saúde pública gratuita?
Entre os principais estão Canadá, Reino Unido, Austrália, França, Portugal e Espanha.
CDAM substitui seguro viagem?
Não, o CDAM oferece atendimento público em alguns países, como Portugal, Itália e Cabo Verde. No entanto, não cobre custos com traslado, repatriação ou serviços da rede privada.
Seguro viagem é obrigatório em países com saúde pública?
Nem sempre, mas é recomendado. Mesmo onde existe atendimento de urgência público, o turista pode ter custos altos com outros serviços.
Seguro viagem cobre qualquer tratamento?
Não. A cobertura normalmente inclui urgência e emergência, dentro do limite contratado.